Reconstrução da autoestima


post_outubrorosa

Enfrentar uma doença nunca é fácil. O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, além de ser o segundo tipo mais frequente no mundo. A cura existe e é obtida quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico. No entanto, este problema não traz danos apenas à saúde delas: a autoestima também é afetada.

Uma solução para melhorar o lado psicológico é a reconstrução de mama. A cirurgia não refaz, literalmente, a parte do corpo, uma vez que não há como buscar tecido glandular mamário, com ductos e papilas em outro local. Próteses e músculos são usados nesse processo, tornando ela muito semelhante à original. Porém, ocorre uma diminuição da sensibilidade e o novo mamilo não é capaz de responder a estímulos externos ou produzir leite.

Qual o melhor momento para reconstruir? Existem duas opções: no momento da ressecção ou após o término da terapia. No entanto, apenas uma parte das mulheres podem tomar essa decisão. Caso a doença se encontre em um estágio avançado, a operação é contraindicada e a paciente deve esperar pela cura.

É importante saber que a cirurgia pode atrapalhar o tratamento do câncer, por ser uma operação mais complexa e com chances de complicações pós-operatórias. Nesse caso, o problema em relação à nova mama deve ser solucionado antes de prosseguir com a quimioterapia ou radioterapia. Outra questão é uma possível mudança na programação, que pode ocorrer caso o tumor se apresente diferente do que os exames pré-operatórios indicavam. Talvez seja necessário adiar a reconstrução imediada.

A mulher deve ter em mente que a reconstrução é feita em etapas. Ou seja, para que haja a sensação de que a mama está em seu lugar, são necessários, no mínimo, três procedimentos. A operação, quando bem indicada, torna possível colocar próteses no primeiro momento. Tal fato é um ponto positivo, uma vez que aumenta a autoestima da mulher na hora de se vestir.

É fundamental destacar a importância de obter um diagnóstico precocemente. Além de aumentar as chances de cura do câncer, a semelhança da nova mama com a realidade será maior, afinal há a possibilidade de preservar a pele, o mamilo e até algum tecido mamário. A mulher também deve ter em mente que o maior objetivo dos médicos é curá-la da doença. Sendo assim, o foco na autoestima dela será ainda maior após o êxito no tratamento.

Como detectar o câncer de mama?
- autoexame: a mulher deve realizar a autopalpação das mamas e notar se há alguma alteração;
- mamografia: pode detectar de forma precoce, ao ser realizada em pessoas que não apresentam sintomas da doença. É recomendado que mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame a cada dois anos.

**Conteúdo elaborado pela cirurgiã plástica Brunna Salvarezza.




Comente

Comentar usando

ou escolha um nome