Chocolate: vilão da páscoa?


choocolate

“Me liguei no chocolate, só quero chocolate”, já dizia Tim Maia. Esta frase define o espírito da páscoa, concorda? Os viciados no alimento aproveitam a época para exagerar na quantidade consumida. Munidos de justificativas, eles falam sobre a liberação de hormônios que proporcionam o bem estar, caso das endorfinas. No entanto, como diz o ditado, tudo em excesso faz mal.

De acordo com Luiz Jabbur, médico ortomolecular, o que torna este alimento perigoso é a sua fórmula, pobre em cacau e rica em açúcar. “O excesso de consumo de tanta caloria quanto de muito carboidrato pode provocar o ganho de peso”, alerta o especialista.

Como lidar com o “vilão” da Páscoa então? Uma dica é investir em versões que são compostas por, pelo menos, 70% de cacau. “Quando há um percentual elevado do fruto, o chocolate apresenta como benefícios ser antioxidante e ainda cardio protetor”, afirma Jabbur. Ou seja, ele se torna um alimento do bem.

O profissional defende a possibilidade de educar o paladar desde a infância a fim de que o doce, rico em cacau, possa trazer benefícios para a saúde: “ensinem seus filhos desde crianças a gostar do chocolate meio ou totalmente amargo. O paladar é educável e, quanto antes esse hábito for apresentado, mais cedo ele será assimilado pelas crianças”.

Por fim, o Dr. Luiz Jabbur ainda revela que há recursos, dentro da prática ortomolecular para ameninar ou cessar a compulsão pelo doce, como a suplementação com o 5- hidroxi-triptofano (5-HTP), um precursor da serotonina. Uma consulta com o médico especializado pode indicar o tratamento correto.

Sobre o médico:

Dr. Luiz Jabbur é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Valença (RJ) e com o curso de ortomolecular ministrado pelo Dr. Artur Lemos, no Rio de Janeiro, atende em sua clínica em Belo Horizonte, e em clínica sediada em Ipanema, no Rio de Janeiro, com foco em medicina preventiva. Com permanentes estudos e pesquisas na área ortomolecular, o médico já realizou curso de Anti-aging Medicine em Bruxelas, na Bélgica, entre outros. Luiz Jabbur também é membro da Sociedade Mundial de Medicina Anti-aging (WOSSAN) / Europa.

 

 




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